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Journal Articles Tempo e Argumento Year : 2009

Por uma história política das populações

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Abstract

De que maneira fazer a história das populações? A resposta é fornecida por Louis Henry à INED, que nas décadas do pós-guerra promove uma demografia histórica essencialmente estatística, da qual em seguida se ocupa também Fernand Braudel e a escola dos Annales. Mas nos anos 1980 a desconstrução das categorias inspirada em Michel Foucault, a crítica do objetivismo, a descoberta feita pela história da estatística das raízes ideológicas ambíguas da demografia (natalista, eugenia, controle biopolítico) são elementos que desestabilizam a disciplina. Para impedir que a reflexividade venha a substituir a produção de conhecimentos são introduzidos novos métodos (a micro-história) e novos objetos (as instituições). À antiga demografia histórica sucede-se uma história social e política das populações. Seu objeto é a construção simultânea de instituições, de políticas e de saberes relativos a elas. Condorcet combatido por Malthus; Achille Guillard, criador da palavra demografia, tal como naturalmente Maurice Halbwachs, formalizaram a natureza "social" da população. Em oposição às tentações sociobiológicas contemporâneas, o vínculo orgânico entre população e proteção social desperta toda a questão da auto-criação da sociedade.
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Dates and versions

hal-01022625 , version 1 (10-07-2014)

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Cite

Paul-Andre Rosental. Por uma história política das populações. Tempo e Argumento, 2009, 1 (1), pp.176-200. ⟨hal-01022625⟩
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